OS SANTOS

 

SÃO MARCOS EVANGELISTA, Dom Bosco, Santa Terezinha, Santo Agostinho, Padre Pio, Santa Catarina Laboure, s. João Vianney, Santa Faustina, SÃo caetano, Santos do dia.

 

 

São Marcos: ou João Marcos hebreu de origem, da tribo de Levi, foi um dos primeiros discípulos de São Pedro, que na festa de Pentecostes receberam o santo Batismo das mãos do Apóstolo, razão talvez, de Pedro em sua primeira epístola o chamar “seu filho” (1Pe 5, 13). Os atos dos Apóstolos (12, 12) mencionam a mãe de Marcos, Maria, proprietária de uma casa em Jerusalém, onde os cristãos realizavam suas reuniões, alguns críticos têm sugerido que a casa, de que se fala em At 12.12, era aquela mesma casa onde (na vida do pai de Marcos) se celebrou a última Ceia (Mc 14.14) - que o Jardim de Getsêmani lhe pertencia - e que o próprio Marcos era o homem do cântaro a que se refere Mc 14.13. Interpretações tradicionais de seu Evangelho o vêem no jovem que fugiu nu quando da prisão de Jesus no Monte das Oliveiras.

Autores há, que em Marcos reconhecem o parente de Barnabé, e quem, bem moço ainda, com este a São Paulo se associou na primeira viagem apostólica e, terminada esta, para Jerusalém voltou. Na segunda viagem paulina não o vemos ao lado do apóstolo (At. 15, 3).

Mais tarde, porém, foi companheiro de São Paulo na primeira prisão do mesmo em Roma (Fm 4); pelo mesmo apóstolo foi mandado aos Colossenses (Cl 4, 10). Prisioneiro pela segunda vez, Paulo escrevia a Timóteo pedindo-lhe que levasse consigo, de Éfeso para Roma, o seu discípulo e colaborador, já que este lhe era muito útil em seu ministério (2Tm 4,11).  Seu apostolado é intimamente ligado também ao de São Paulo, em Roma, onde desenvolveu um zelo e atividade apostólicos tais, que seu Chefe desejou tê-lo sempre em sua companhia.

Em Roma teve Marcos o prazer de ver os belos frutos, que a pregação do príncipe dos Apóstolos produzira, crescendo dia por dia o número dos que pediam o santo Batismo. Durante sua ausência, São Pedro confiou a Marcos a vigilância sobre a jovem Igreja. Atendendo ao insistente pedido dos primeiros cristãos de Roma, de deixar-lhes um documento escrito, que contivesse tudo que da sua e da boca de Pedro ouviram da vida, da doutrina, dos milagres e da morte de Jesus Cristo. Marcos escreveu o Evangelho que lhe traz o nome, dos quatro Evangelhos o mais curto e por assim dizer, o mais incompleto; não contém a história da Infância de Cristo, nem o sermão da montanha. São Pedro leu-o, aprovou-o e recomendou aos cristãos que dele fizessem a leitura.

Depois de ter passado alguns anos em Roma, Marcos pregou o Evangelho na ilha, de Chipre, no Egito e nos países vizinhos. As conversões produzidas por esta pregação contavam-se aos milhares. Milhares de ídolos ruíram por terra, e nos lugares dos templos se ergueram igrejas cristãs. O Egito, antes um país entregue à mais crassa idolatria, tornou-se teatro da mais alta perfeição cristã e refúgio de muitos eremitas. Marcos trabalhou 19 anos em Alexandria, onde a Igreja chegou a um estado de extraordinário esplendor. Não satisfeitos com a observância de tudo aquilo que o Evangelho apresentava como indispensável, inúmeros eram aqueles que viviam em perfeita castidade. O número dos cristãos cresceu de tal maneira, que para todos terem ocasião de assistir ao santo sacrifício da Missa e à pregação, foi necessário destacar um número de casas bem grande onde se pudessem reunir.

Tão grande prosperidade da causa do Senhor não podia deixar de inquietar e irritar os sacerdotes pagãos contra o grande Apóstolo. Marcos, sabendo que os inimigos seus e de Cristo estavam conspirando contra sua vida, e prevendo uma generalização da perseguição, na qual muitos cristãos poderiam não ter a força de perseverar na fé, deu à Igreja de Alexandria um novo bispo, na pessoa de Aniano, e ausentou-se da cidade. Dois anos durou essa ausência. Ao voltar, havia uma grande festa, que os pagãos celebravam em honra do deus Serapis. A maior homenagem que podiam render à divindade, havia de ser — assim opinavam os idólatras — a oferta da vida do Galileu: por este nome era conhecido o grande evangelista .

Imediatamente se puseram a caminho em busca de Marcos. A eles se uniu a multidão. Descobrir-lhe o paradeiro e penetrar na casa que o hospedava, foi obra de minutos. Marcos estava celebrando os santos mistérios, quando a horda sequiosa do seu sangue, entrou. Prenderam-no e, com grande brutalidade, conduziram-no pelas ruas da cidade. O trajeto todo ficou marcado pelo sangue do Mártir. Marcos nenhuma resistência fez; ao contrário, deu louvor a Deus por ter sido achado digno de sofrer pelo nome de Cristo.

Na noite seguinte apareceu-lhe um anjo e disse-lhe: “Marcos, Servo de Deus, teu nome está escrito no livro da vida, e tua memória jamais se apagará. Os Arcanjos receberão em paz teu espírito”.

Além desta teve a aparição de Deus Nosso Senhor, da maneira por que muitas vezes o tinha visto durante a vida mortal e disse-lhe: “Marcos, a paz seja contigo”. Estas, como as palavras do Anjo, encheram a alma do Mártir de grande consolo e ânimo.

O dia seguinte, 25 de abril, foi o dia do martírio. Os pagãos maltrataram-no de um modo tal que morreu no meio das crueldades. As últimas palavras que proferiu foram: “Em vossas mãos entrego o meu espírito”.

Os pagãos quiseram incinerar-lhe o corpo. Uma fortíssima tempestade, que sobreveio, frustrou-lhes os planos e forneceu aos cristãos ocasião de tirar o corpo e dar lhe honesta sepultura, numa rocha em Bucoles.

Em 815 foram as relíquias de São Marcos transportadas para Veneza, onde ainda se acham. O leão é o símbolo deste evangelista, que inicia seu Evangelho com estas palavras: “Voz daquele que clama no deserto: Preparai os caminhos do Senhor”.

Fonte: Santo do Dia

 

 

 

 

 

 

 

Dom Bosco: São João Bosco revolucionou o modo de ser padre de seu tempo. Nasceu em 1815, em Turim, Itália, de uma família de agricultores. Aos dois anos de idade, perdeu o pai. Sua mãe, Margarida Occhiena, mulher de grande virtude, educou-o na religião e no trabalho.

Aos nove anos, teve um sonho no qual anteviu sua futura missão de educador da juventude pobre e abandonada. Criança ainda, já se ocupava de dar aulas de catecismo para os coleguinhas e, para atraí-los mais facilmente, aprendeu a fazer mágicas e dar espetáculos de circo. Lutando contra todas as dificuldades inerentes à vida de pobre, ordenou-se sacerdote em 1841.

Dom Bosco, para atender aos jovens que aumentavam sempre em número, foi cercando-se de colaboradores, saídos do meio dos próprios jovens. Com eles, organizou uma Sociedade Religiosa, aprovada em Roma em 1873. Outras obras foram sendo fundadas na Itália e no exterior com o envio de missionários. Ao falecer, em 31 de janeiro de 1888, sua Congregação já se espalhara por diversos países da Europa e da América. Em 1883, os Salesianos chegaram ao Brasil, fundando a primeira obra em Niterói.

 

 

 

Santa Teresinha: Marie-Françoise-Thérèse Martin, nascida em 2 de janeiro de 1873, conhecida simplesmente como Santa Terezinha, nasceu na cidade de Alençon, na França. A filha do ourives Louis Martin e da artesã Zélie Guéri, tinha uma personalidade que, desde cedo, revelava-se marcada pelo senso de amor, pelo semblante de serenidade e pelo contentamento de sua alma com a grandeza de Deus.

Em 1877, quando Teresa tinha apenas 04 anos, sua mãe faleceu. A família da menina resolveu se mudar para a cidade de Lisieux.

Ainda menina, Teresa transbordava humildade e submissão à vontade de Deus. Tinha a obstinação de aprofundar sua ascese através da vida religiosa. Aos 13 anos foi à Itália e pediu ao Papa Leão XIII permissão para ingressar na clausura do Carmeio.

Próximo de completar 15 anos, no final de 1887, Teresa entrou para o convento das carmelitas, situado na cidade de Lisieux. O Carmeio ficou marcado pelo espírito afável com que a menina tratava a todos. Sempre com mansidão, sua presença santificava o convívio entre os membros de sua comunidade. Seu sentimento terno e sua alegria eram demonstrações de seu contentamento com a clausura, altar que lhe possibilitava intercessões e súplicas em prol de um mundo mais digno e mais fraterno.

Sua obediência era a prova de que se fazia a menor entre as menores. Seus escritos autobiográficos estão resumidos na obra “Histórias de uma alma”. Ficou conhecida pelo seu amor ao Menino Jesus, seguramente pelo que escreveu nos seguintes termos: “Eu havia me oferecido a Jesus Menino como um brinquedo, e lhe havia dito que se servisse de mim como uma coisa de luxo, que as crianças se contentam em guardar, mas como uma pequena bola sem valor, que ele pudesse jogar na terra, empurrar com os pés, deixar em um canto, ou também apertar contra o coração, quando isso lhe agradasse. Numa palavra queria divertir o Menino Jesus e abandonar-me aos seus caprichos infantis.”

Após contrair tuberculose, Terezinha veio a falecer em 1897, aos 24 anos de idade. Após ser beatificada, em 1923, recebeu a canonização, em 1925, sendo considerada, pela sua armadura espiritual, a “Padroeira das Missões”.  

Algumas frases desta pequenina alma, Doutora da Igreja:

  • "Para pertencer a Jesus é preciso ser pequenina como a gota de orvalho... Oh! Sejamos sempre a sua gotinha de orvalho, nisto consiste a perfeição". (carta a Celina, sua irmã, 25.abr.1895)

  • "Oh, não! A santidade não se acha nesta ou naquela prática, consiste numa disposição de alma que nos torna humildes e pequeninos nas mãos de Deus, conscientes de nossa fraqueza e confiantes até a ousadia em sua bondade de Pai". (Lembranças Inéditas)

  • "Não é necessário para ser atendido recitar belas fórmulas, achadas em algum livro, adequadas às circunstâncias; se assim fosse, pobre de mim! Faço como as criancinhas que não sabem ler; digo com simplicidade a Deus tudo o que lhe quero dizer, e Ele sempre me compreende". (História de uma alma, cp. X)

  • "Algumas vezes quando leio certos tratados em que a perfeição é indicada através de mil empecilhos, o meu pobre e pequenino espírito fatiga-se bem depressa; fecho o sábio livro que me faz quebrar a cabeça e me seca o coração, e tomo a Sagrada Escritura. Então tudo me parece luminoso, uma só palavra abre à minha alma horizontes infinitos, a perfeição afigura-se-me fácil, vejo que basta reconhecer o próprio nada, abandonar-se como criança nos braços do bom Deus". (História de uma alma, cp. X)

  • "Não tenhais receio de dizer a Jesus que O amais, mesmo sem sentir; é um meio de O forçar a vos socorrer, a vos ter como uma criancinha muito fraca para andar. (Conselhos e Lembranças)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Santo Agostinho: Aurélio Agostinho nasceu em Tagasta, cidade da Numídia, de uma família burguesa, a 13 de novembro do ano 354. Seu pai, Patrício, era pagão, recebido o batismo pouco antes de morrer; sua mãe, Mônica, pelo contrário, era uma cristã fervorosa, e exercia sobre o filho uma notável influência religiosa. Indo para Cartago, a fim de aperfeiçoar seus estudos, começados na pátria, desviou-se moralmente. Caiu em uma profunda sensualidade, que, segundo ele, é uma das maiores conseqüências do pecado original; dominou-o longamente, moral e intelectualmente, fazendo com que aderisse ao maniqueísmo, que atribuía realidade substancial tanto ao bem como ao mal, julgando achar neste dualismo maniqueu a solução do problema do mal e, por conseqüência, uma justificação da sua vida. Tendo terminado os estudos, abriu uma escola em Cartago, donde partiu para Roma e, em seguida, para Milão. Afastou-se definitivamente do ensino em 386, aos trinta e dois anos, por razões de saúde e, mais ainda, por razões de ordem espiritual.

Entrementes - depois de maduro exame crítico - abandonara o maniqueísmo, abraçando a filosofia neoplatônica que lhe ensinou a espiritualidade de Deus e a negatividade do mal.

Destarte chegara a uma concepção cristã da vida - no começo do ano 386. Entretanto a conversão moral demorou ainda, por razões de luxúria. Finalmente, como por uma fulguração do céu, sobreveio a conversão moral e absoluta, no mês de setembro do ano 386. Agostinho renuncia inteiramente ao mundo, à carreira, ao matrimônio; retira-se, durante alguns meses, para a solidão e o recolhimento, em companhia da mãe, do filho e dalguns discípulos, perto de Milão. Aí escreveu seus diálogos filosóficos, e, na Páscoa do ano 387, juntamente com o filho Adeodato e o amigo Alipio, recebeu o batismo em Milão das mãos de Santo Ambrósio, cuja doutrina e eloqüência muito contribuíram para a sua conversão. Tinha trinta e três anos de idade.

Depois da conversão, Agostinho abandona Milão, e, falecida a mãe em Óstia, volta para Tagasta.

Aí vendeu todos os haveres e, distribuído o dinheiro entre os pobres, funda um mosteiro numa das suas propriedades alienadas. Ordenado padre em 391, e consagrado bispo em 395, governou a igreja de Hipona até à morte, que se deu durante o assédio da cidade pelos vândalos, a 28 de agosto do ano 430. Tinha setenta e cinco anos de idade.

Após a sua conversão, Agostinho dedicou-se inteiramente ao estudo da Sagrada Escritura, da teologia revelada, e à redação de suas obras, entre as quais têm lugar de destaque as filosóficas.

As obras de Agostinho que apresentam interesse filosófico são, sobretudo, os diálogos filosóficos: Contra os acadêmicos, Da vida beata, Os solilóquios, Sobre a imortalidade da alma, Sobre a quantidade da alma, Sobre o mestre, Sobre a música. Interessam também à filosofia os escritos contra os maniqueus: Sobre os costumes, Do livre arbítrio, Sobre as duas almas, Da natureza do bem.

Dada, porém, a mentalidade agostiniana, em que a filosofia e a teologia andam juntas, compreende-se que interessam à filosofia também as obras teológicas e religiosas, especialmente: Da Verdadeira Religião, As Confissões, A Cidade de Deus, Da Trindade, Da Mentira.

 

 

Padre Pio: “Nunca saiu da Itália, mas foi um dos grandes missionários do mundo com a oração, o sofrimento, o amor a Deus e a Igreja.

<<Acompanhar-vos-ei por toda a parte com orações e gemidos, na esperança que não desdenhareis de acolher-me como um dos vossos últimos missionários>>, escrevia o Pe. Pio ao Bispo cappuccino Giuseppe Angelo Poli, exprimindo o seu grande desejo de ser missionário <<ao menos em espírito>>, visto que não pode sê-lo concretamente.

Mesmo nunca tendo deixado a Itália, Pe. Pio pode ser contado entre os grandes missionários da História da Igreja: com a oração incessante e contínua, com a oferta dos próprios sofrimentos para a conversão dos homens, com o profundo e ininterrupto amor a Deus e a Igreja. É quase impossível enumerar as obras surgidas em honra ao Pe. Pio em todos os continentes: milhões de fiéis no mundo puderam gozar dos benefícios espirituais graças a sua intercessão”. (Agenzia Fides)

Bibliografia: (Beatificação do Pe. Pio - L’osservatore romano – 02/05/1999)

«Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Gál 6, 14).

Tal como o apóstolo Paulo, o Padre Pio de Pietrelcina colocou, no vértice da sua vida e do seu apostolado, a Cruz do seu Senhor como sua força, sabedoria e glória. Abrasado de amor por Jesus Cristo, com Ele se configurou imolando-se pela salvação do mundo. Foi tão generoso e perfeito no seguimento e imitação de Cristo Crucificado, que poderia ter dito: «Estou crucificado com Cristo; já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gál 2, 19). E os tesouros de graça que Deus lhe concedera com singular abundância, dispensou-os ele incessantemente com o seu ministério, servindo os homens e mulheres que a ele acorriam em número sempre maior e gerando uma multidão de filhos e filhas espirituais.

Este digníssimo seguidor de s. Francisco de Assis nasceu no dia 25 de Maio de 1887 em Pietrelcina, na arquidiocese de Benevento, filho de Grazio Forgione e de Maria Giuseppa de Nunzio. Foi batizado no dia seguinte, recebendo o nome de Francisco. Recebeu o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão, quando tinha 12 anos.

Aos 16 anos, no dia 6 de Janeiro de 1903, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, tendo aí vestido o hábito franciscano no dia 22 do mesmo mês, e ficou a chamar-se Frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, no dia 27 de Janeiro de 1907, a dos votos solenes.

Depois da Ordenação Sacerdotal, recebida no dia 10 de Agosto de 1910 em Benevento, precisou de ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde. Em Setembro desse ano de 1916, foi mandado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte.

Abrasado pelo amor de Deus e do próximo, o Padre Pio viveu em plenitude a vocação de contribuir para a redenção do homem, segundo a missão especial que caracterizou toda a sua vida e que ele cumpriu através da direção espiritual dos fiéis, da reconciliação sacramental dos penitentes e da celebração da Eucaristia. O momento mais alto da sua atividade apostólica era aquele em que celebrava a Santa Missa. Os fiéis que nela participavam, pressentiam o ponto mais alto e a plenitude da sua espiritualidade.

No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar os sofrimentos e misérias de tantas famílias, principalmente com a fundação da «Casa Sollievo della Sofferenza» (Casa Alivio do Sofrimento), que foi inaugurada no dia 5 de Maio de 1956.

Para o Servo de Deus, a fé era a vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se assiduamente na oração. Passava o dia e grande parte da noite em colóquio com Deus. Dizia: «Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-Lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus». A fé levou-o a aceitar sempre a vontade misteriosa de Deus.

Viveu imerso nas realidades sobrenaturais. Não só era o homem da esperança e da confiança total em Deus, mas, com as palavras e o exemplo, infundia estas virtudes em todos aqueles que se aproximavam dele. O amor de Deus inundava-o, saciando todos os seus anseios; a caridade era o princípio inspirador do seu dia: amar a Deus e fazê-Lo amar. A sua particular preocupação: crescer e fazer crescer na caridade.

A máxima expressão da sua caridade para com o próximo vemo-la no acolhimento prestado por ele, durante mais de 50 anos, às inúmeras pessoas que acorriam ao seu ministério e ao seu confessionário, ao seu conselho e ao seu conforto. Parecia um assédio: procuravam-no na igreja, na sacristia, no convento. E ele prestava-se a todos, fazendo renascer a fé, espalhando a graça, iluminando. Mas, sobretudo nos pobres, atribulados e doentes, ele via a imagem de Cristo e a eles se entregava de modo especial.

Exerceu de modo exemplar a virtude da prudência; agia e aconselhava à luz de Deus.

O seu interesse era a glória de Deus e o bem das almas. A todos tratou com justiça, com lealdade e grande respeito 

Nele refulgiu a virtude da fortaleza. Bem cedo compreendeu que o seu caminho haveria de ser o da Cruz, e logo o aceitou com coragem e por amor. Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma. Ao longo de vários anos, suportou, com serenidade admirável, as dores das suas chagas. Aceitou em silêncio as númerosas tomadas de posição das Autoridade e, frente às calúnias, sempre ficou calado.

Recorreu habitualmente à mortificação para conseguir a virtude da temperança, conforme o estilo franciscano. Era temperante na mentalidade e no modo de viver.

Consciente dos compromissos assumidos com a vida consagrada, observou com generosidade os votos professados. Foi obediente em tudo às ordens dos seus Superiores, mesmo quando eram gravosas. A sua obediência era sobrenatural na intenção, universal na extensão e integral no cumprimento. Exercitou o espírito de pobreza, com total desapego de si próprio, dos bens terrenos, das comodidades e das honrarias. Sempre teve uma grande predileção pela virtude da castidade. O seu comportamento era, em todo o lado e para com todos, modeSanto

Considerava-se, sinceramente, inútil, indigno dos dons de Deus, cheio de misérias e ao mesmo tempo de favores divinos. No meio de tanta admiração do mundo, ele repetia: «Quero ser apenas um pobre frade que reza».

Desde a juventude, a sua saúde não foi muito brilhante e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. A irmã morte levou-o, preparado e sereno, no dia 23 de Setembro de 1968; tinha ele 81 anos de idade. O seu funeral caracterizou-se por uma afluência absolutamente extraordinária de gente.

No dia 20 de Fevereiro de 1971, apenas três anos depois da morte do Servo de Deus, Paulo VI, dirigindo-se aos Superiores da Ordem dos Capuchinhos, disse dele: «Olhai a fama que alcançou, quantos devotos do mundo inteiro se reúnem ao seu redor! Mas porquê? Por ser talvez um filósofo? Por ser um sábio? Por ter muitos meios à sua disposição? Não! Porque celebrava a Missa humildemente, confessava de manhã até à noite e era – como dizê-lo?! – a imagem impressa dos estigmas de nosso Senhor. Era um homem de oração e de sofrimento».

Já gozava de larga fama de santidade durante a sua vida, devido às suas virtudes, ao seu espírito de oração, de sacrifício e de dedicação total ao bem das almas.

Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenômeno eclesial, espalhado por todo o mundo e em todas as categorias de pessoas.

assim Deus manifestava à Igreja a vontade de glorificar na terra o seu Servo fiel. Não tinha ainda passado muito tempo quando a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos empreendeu os passos previstos na lei canônica para dar início à Causa de beatificação e canonização. Depois de tudo examinado, como manda o Motu proprio «Sanctitas Clarior», a Santa Sé concedeu o nihil obstat no dia 29 de Novembro de 1982. O Arcebispo de Manfredônia pôde assim proceder à introdução da Causa e à celebração do processo de averiguação (1983-1990). No dia 7 de Dezembro de 1990, a Congregação das Causas dos Santos reconheceu a sua validade jurídica. Ultimada a Positio, discutiu-se, como é costume, se o Servo de Deus tinha exercitado as virtudes em grau heróico. No dia 13 de Junho de 1997, realizou-se o Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos, com resultado positivo. Na Sessão Ordinária de 21 de Outubro seguinte, tendo como Ponente da Causa o Ex.mo e Rev.mo D. Andrea Maria Erba, Bispo de Velletri-Segni, os Cardeais e Bispos reconheceram que o Padre Pio de Pietrelcina exercitou em grau heróico as virtudes teologais, cardeais e anexas.

No dia 18 de Dezembro de 1997, na presença do Papa João Paulo II foi promulgado o Decreto sobre a heroicidade das virtudes. Para a beatificação do Padre Pio, a Postulação apresentou ao Dicastério competente a cura da senhora Consiglia de Martino, de Salerno. Sobre o caso desenrolou-se o Processo canônico regular no Tribunal Eclesiástico da arquidiocese de Salerno-Campanha-Acerno, desde Julho de 1996 até Junho de 1997, tendo sido reconhecido como válido por decreto de 26 de Setembro de 1997. Na Congregação das Causas dos Santos, realizou-se, no dia 30 de Abril de 1998, o exame da Consulta Médica e, no dia 22 de Junho do mesmo ano, o Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos. No dia 20 de Outubro seguinte, reuniu-se no Vaticano a Congregação Ordinária dos Cardeais e Bispos, membros do Dicastério, sendo Ponente D. Andrea M. Erba; e, no dia 21 de Dezembro de 1998, foi promulgado, na presença do Papa João Paulo II, o Decreto sobre o milagre.

O Santo de Pietrelcina indica-nos os meios para alcançar a santidade, fim de qualquer vida cristã

Na manhã de segunda-feira, 17 de Junho, Sua Santidade João Paulo II recebeu em audiência, na Sala Paulo VI, os peregrinos que vieram a Roma para participar na solene cerimônia de canonização do Padre Pio de Pietrelcina, aos quais dirigiu as seguintes palavras: 
Caríssimos Irmãos e Irmãs!
1. É uma grande alegria encontrar-me de novo convosco, no dia seguinte à solene canonização do humilde Capuchinho de San Giovanni Rotondo. Saúdo-vos com afeto, queridos peregrinos e devotos que viestes a Roma em tão grande número para esta ocasião particular. Dirijo o meu pensamento, em primeiro lugar aos Bispos presentes, aos sacerdotes e aos religiosos. Uma especial recordação aos queridos Frades Capuchinhos que, em comunhão com toda a Igreja, louvam e agradecem ao Senhor as maravilhas por ele realizadas neste seu exemplar irmão de hábito. O Padre Pio é um modelo autêntico de espiritualidade e de humanidade, características peculiares da tradição franciscana e capuchinha.
Saúdo os que pertencem aos "Grupos de Oração Padre Pio" e os representantes da família da "Casa Alivio do Sofrimento", grande obra de cura e assistência aos doentes, que surgiu da caridade do novo Santo. Abraço-vos a vós, queridos peregrinos provenientes da nobre Terra natal do Padre Pio, das outras regiões da Itália e de todas as partes do mundo. Com a vossa presença testemunhais como a devoção e a confiança em relação ao santo Frade de Gargano estão amplamente difundidas na Igreja e em cada Continente.
2. Mas qual é o segredo de tanta admiração e amor a este novo Santo? Ele é, em primeiro lugar, um "frade do povo", característica tradicional dos Capuchinhos. Além disso, ele é um santo taumaturgo, como testemunham os extraordinários acontecimentos que adornam a sua vida. Mas, sobretudo, Padre Pio é um religioso sinceramente apaixonado de Cristo crucificado. Ele participou no mistério da Cruz também de maneira física ao longo da sua vida.
Ele gostava de juntar a glória do Tabor ao mistério da Paixão, como lemos numa das suas cartas:  "Antes de exclamar também nós com São Pedro "Oh!, como é bom estarmos aqui", é preciso primeiro passar pelo Calvário, onde não se vê mais do que morte, pregos, espinhos, sofrimentos, trevas extraordinárias, abandonos e afrontas" (Epistolário III, pág. 287).
O Padre Pio realizou este seu caminho exigente de ascese espiritual em profunda comunhão com a Igreja. As incompreensões momentâneas com algumas Autoridades eclesiais não conseguiram diminuir esta sua atitude de filial obediência. O Padre Pio foi, em igual medida, um filho da Igreja fiel e corajoso, seguindo também nisto o luminoso exemplo do Pobrezinho de Assis.
3. Este santo Capuchinho, ao qual muitas pessoas se dirigem de todas as partes da terra, indica-nos os meios para alcançar a santidade, que é o fim da nossa vida cristã. Quantos fiéis de qualquer condição social, provenientes dos lugares mais diversos e das situações mais difíceis, iam ter com ele para lhe pedir ajuda! A todos ele sabia oferecer aquilo de que tinham mais necessidade, e que por vezes procuravam às apalpadelas, não tendo disso plena consciência. Ele transmitia-lhes a Palavra confortadora e iluminadora de Deus, permitindo que cada um fosse beber às fontes da graça mediante a assídua dedicação ao mistério das Confissões e a fervorosa celebração da Eucaristia.
Escrevia assim a uma sua filha espiritual:  "Não receies aproximar-te do altar do Senhor para te saciares com a carne do Cordeiro imaculado, porque ninguém reunirá melhor o teu espírito como o seu rei, nada o aquecerá melhor do que o seu sol, e nada melhor que o seu bálsamo o suavizará" (Ibid., pág. 944).
4. A Missa do Padre Pio! Era para os sacerdotes uma chamada eloqüente à beleza da vocação presbiteral; para os religiosos e os leigos, que acorriam a San Giovanni Rotondo, até em horas muito matutinas, uma extraordinária catequese sobre o valor e a importância do Sacrifício eucarístico.
A Santa Missa era o centro e a fonte de toda a sua espiritualidade:  "Encontra-se na Missa costumava dizer todo o Calvário". Os fiéis, que se aglomeravam em redor do seu Altar, sentiam-se profundamente atingidos pela intensidade da sua "imersão" no Mistério e sentiam que "o Padre" participava em primeira pessoa nos sofrimentos do Redentor.
5. São Pio de Pietrelcina apresenta-se assim diante de todos sacerdotes, religiosos e leigos como uma testemunha credível de Cristo e do seu Evangelho. O seu exemplo e a sua intercessão estimulam todos a um amor cada vez maior a Deus e à solidariedade concreta para com o próximo, sobretudo para com os mais necessitados.
Ajude-nos a Virgem Maria, que o Padre Pio invocava com o bonito título de "Santa Maria das Graças", a seguir os passos deste religioso tão amado pelo povo!
Com estes votos, abençôo-vos de coração a vós aqui presentes, às pessoas que vos são queridas e a todos os que se empenham a caminhar na esteira espiritual do querido Santo de Pietrelcina.
(©L'Osservatore Romano - 22 de Junho de 2002)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Após mais de 120 anos, o corpo incorrupto da humilde serva de Deus atesta sua santidade

 

Santa Catarina Laboure: Uma das almas privilegiadas de quem Nossa Senhora se serviu para fazer conhecer ao mundo os tesouros de suas graças em favor da humanidade aflita, Catarina Labouré nasceu de uma família númerosa no início do século passado, na França agitada pelo liberalismo anticlerical. Pela morte prematura da mãe, Catarina teve que se responsabilizar pela educação dos irmãos menores numa pobre casa de camponeses.

Uma vez cumprida esta tarefa, Catarina entrou na Congregação das Filhas da Caridade, fundada por São Vicente de Paulo, para a assistência dos pobres, doentes, velhos e crianças.

Noviça ainda, humilde e inocente, enquanto alimentava uma terna devoção a Nossa Senhora, eis que na noite do dia 27 de novembro de 1830 recebeu a aparição de Maria Santíssima que ela própria descreve com estas palavras:

"A Santíssima Virgem apareceu ao lado do altar, de pé, sobre um globo com o semblante de uma senhora de beleza indizível; de veste branca, manto azul, com as mãos elevadas até à cintura, sustentava um globo figurando o mundo encimado por uma cruzinha. A Senhora era toda rodeada de tal esplendor que era impossível fixá-la, O rosto radiante de claridade celestial conservava os olhos elevados ao céu, como para oferecer o globo a Deus. Formou-se em torno da Virgem um quadro oval onde, em letras de ouro, se liam estas palavras: 'Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós'. Ouvi então uma voz que me dizia:

'Manda cunhar uma medalha por este modelo; as pessoas que a trouxerem com fé e devoção receberão grandes graças'.

A outra parte da medalha trazia a letra M encimada por uma cruz, embaixo os corações de Jesus e Maria; o primeiro cercado duma coroa de espinhos e o segundo transpassado por uma espada.

Não foi fácil conseguir a licença dos superiores para cunhar a medalha. Pois a revelação foi recebida inicialmente com ceticismo e desconfiança. Dois anos depois, após severo inquérito canônico dos fatos, o arcebispo de Paris autorizou a fabricação das medalhas.Esta devoção mariana que afirmava a verdade da Imaculada Conceição de Maria e convidava à confiança na meditação de Nossa Senhora difundiu-se com surpreendente rapidez, acompanhada por prodígios e conversões.

Só no espaço de quatro anos a firma incumbida de cunhar as medalhas produziu vinte milhões.  

Graças a esta difusão prodigiosa, foi-se radicando mais e melhor no povo cristão a crença na Imaculada Conceição de Maria que preparou a sublime apoteose da definição dogmática que se deu vinte e quatro anos depois.

Em outras aparições subseqüentes a Santíssima Virgem falou a Catarina Labouré da fundação de uma associação de Filhas de Maria que foi aprovada pelo Papa Pio IX em 1847 e que se difundiu em todo o mundo.

A Irmã Catarina Labouré, após o noviciado, foi enviada a um asilo de Paris a fim de prestar serviços a velhos e doentes. Aí desempenhou os serviços mais humildes e desprezíveis. Por 45 anos ocupou-se da cozinha, da lavanderia, da limpeza dos doentes e velhos, sempre fiel, sempre sorridente, sempre atenciosa. Cultivou alto grau de união com Deus pela oração, pelo espírito de fé e, ao mesmo tempo, filial devoção a Nossa Senhora, modelo acabado da consagração total a Deus, na caridade para com o próximo.

Ninguém ficou sabendo, no asilo, que ela tinha sido privilegiada pela visão e revelação de Nossa Senhora. Ela observou sempre o mais absoluto silencio, revelado só ao confessor que confirmou os fatos no processo canônico perante as autoridades religiosas.

No dia 31 de dezembro de 1876, completando setenta anos de idade, Catarina entregou seu espírito.

 
 

 

São João Maria Vianney: Este santo, que é o patrono dos sacerdotes, nasceu na cidade de Lion, França, no ano de 1786.

De família muito pobre e humilde, desejou desde criança ingressar para o sacerdócio.

O problema era que Vianney sempre foi muito fraco em conhecimento e tinha grande dificuldade no aprendizado. O que mais lhe pesava era o Latim. Ingressou em um seminário, mas foi dispensado por falta de capacidade intelectual.

Um amigo seu, vigário, convenceu o bispo a aceitar que ele preparasse, o "pouco culto" João Vianney, em particular, comprometendo-se a continuar a instrução após a ordenação sacerdotal deste. O bispo aceitou, e após ordenado, João Vianney, que acrescentou o Maria em seu nome por especial devoção à Virgem, foi enviado para assumir uma pequena capela no vilarejo de Ars.

Ars, com apenas 300 habitantes, não possuía paróquia, e sim apenas a citada capelinha. O povo era totalmente avesso à religião, o que seria um grande desafio para o simples sacerdote. O povo não respeitava o domingo, blasfemava constantemente, tinha atitudes pagãs e nem se importou com o "novo" padrezinho.

A pequena capela estava abandonada. João, a princípio com muito receio por causa de tão grande desafio, se pôs a arrumar a capela e mergulhou em profunda oração e penitência.  

Como antes, o povo não se importava com o novo sacerdote. João fazia a limpeza da igrejinha, preparava, ele mesmo, suas simples refeições, e orava, orava.. penitenciava-se, e suplicava ao Bom Deus que convertesse seus paroquianos.

O povo começou a admirar aquele dedicado sacerdote, e João, aproveitando este interesse, iniciou sua catequese visitando as família. A princípio exortava o povo a abandonar os vícios pagãos: A bebedeira, os cabarés, o trabalho aos domingos, as blasfêmias..

Com muita oração, penitências e fé, Vianney foi cativando as pessoas de Ars, que aos poucos foram se achegando à Igreja e aos Sacramentos.

O maior milagre operado por Deus, na pessoa do penitente sacerdote, pouco brilhante e pobre, foi que em pouco tempo milhares de pessoas das redondezas acorreram à Ars para, atraídas pela santidade do vigário do pequeno vilarejo. Aos poucos o confessionário da Capela do pároco Vianney começou a ser assediado dia e noite, de modo que João nem mais podia se alimentar, nem descansar.

Com o tempo, peregrinos de toda a França e de outros países da Europa peregrinavam para Ars.

Certa vez um romeiro afirmou: "Vi Deus num homem!", e este era o "segredo" do pároco de Ars. Pessoa humilde, dedicada à oração, penitência e atendimento espiritual ao povo de Deus. Isto atraia tanta gente, de todas as partes, que as autoridades governamentais tiveram que mandar construir uma estrada de ferro para transportar os peregrinos à pequenina Ars.

Na penitência, nos trabalhos, na oração, no atendimento do povo, assim se consumiu a vida terrena deste grande santo, pároco de Ars. Aos 73 anos, o Cura D'Ars (Cura = Pároco) entregou seu espírito ao Pai Eterno. O corpo, certamente cansado por tantos esforços e sacrifícios, estava exausto; O espírito, feliz e realizado, dava graças ao Criador pela conversão de tantas almas.

O Deus todo-poderoso, quis que, aquele corpo sofrido e castigado - por vontade própria - desse testemunho de um espírito puramente cristão. Um espírito que viveu para o próximo, esquecendo-se de si mesmo. Nosso Pai Celeste, permitiu que o sofrido  corpo de São João Maria Vianney ficasse incorrupto, como testemunho da grande santidade do Cura D'Ars.

 

 

 

 

 

 

 

S.João Maria Vianney. Um rosto marcado pelas penitências, mas que mostra a serenidade dos santos. Após mais de 140 (cento e quarenta) anos, seu corpo está incorrupto e demonstra flexibilidade como um corpo vivo. Quem o vê, certamente dirá: "ele dorme!"

 

 

Santa Faustina: A Santa polonesa de Jesus Misericordioso. (Clique sobre o nome da Santa) 

SÃO CAETANO: Apóstolo do século XVI

BEATA CHIARA LUCE: Filha única, depois de 11 anos em tentativas para ter um filho. Sua chegada é considerada uma graça de Nossa Senhora das Pedras, pois, foi a Ela que seu pai pediu a graça da paternidade, e foi atendido.

SÃO BENTO, SÃO MAURO (AMARO), SÃO PLACIDO: São Bento fundador do sistema monástico ocidental e seus pupilos, os primos Plácido e Mauro (Amaro) que ingressaram no mosteiro de São Bento com apenas doze anos e foram por ele criados.

 

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